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Vampiro - A Eternidade da Solidão, nasceu no Blog SM-Sem Mistério. Como nem todos gostam de ver Morceguinhos misturados com Fetiches, os blogs foram separados. Porém para quem é ligado em mais de um Fetiche, vai aqui o link direto para o SM Sem Mistério. Lembrando que trata-se de um espaço com conteúdo adulto (artigos fetichistas, filmes livros e trilhas sonoras pra baixar). Bom passeio virtual a todos.
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As Noivas do Vampiro
The Brides of Dracula (1960)



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Manual prático do Vampirismo (cont...)


Da Origem do Vampiro

O vampiro é feito das trevas, e trevas não passam de luz condensada. Daí, é preciso ter bastante cuidado quando sentar-se com estranhos na mesa, já que normalmente os vampiros são seres que passam por agradáveis e simpáticos. Chegam sob o pretexto de lhe convidar para alguma coisa, seja beber um copo de cerveja, seja resolver seu problema de itinerário

I. Das Origens do Vampirismo

Todas as Mitologias e grandes religiões concordam que a bipolaridade energética é uma constante no Universo. Sempre que existir o Bem, existirá também o Mal. Para os Gregos, no princípio era o Caos, o Ovo Primordial. Este Ovo dividiu-se em dois seguindo uma força ordenadora, Eros, formando o Céu e a Terra. Eros é a virtude atrativa que leva as coisas a se juntarem, criando a Vida. É uma força fundamental do mundo. Assegura não somente a continuidade das espécies, como a coesão interna do Cosmos. No entanto, a mesma Nuit que gerou a Terra, gerou também Tánatos - a Morte. Vida e Morte desde então são duas coisas inseparáveis para todo o sempre.

O sangue é um dos símbolos da Vida. A nossa Cultura, que é gerida no aspecto religioso pela força do Cristianismo, tem no Sangue de Cristo a grande fonte de energia que move a roda de seu destino. Tomemos o relato de S. Marcos (Cap. 14 Vs. 22 a 25) "Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: "Tomai, isto é meu corpo". Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam. E disse-lhe: "Este é o meu sangue, o sangue da Aliança que será derramado por muitos. Em verdade vos digo, já não beberei do fruto da videira até aquele dia, em que o beberei de novo no reino de Deus". Judas era um dos que estavam sentados à mesa. Assim como Pedro, que viria a negá-lo mais tarde, com medo da morte. Porque? Porque a morte é o grande segredo de tudo. Tanto é que a essência da transmutação ensinada por Jesus está exatamente na Ressurreição. Mas para ressurgir, é necessário que se morra antes. E na ausência cósmica do Sermão da Montanha está a direção a ser seguida por aqueles que querem tomar a própria cruz e segui-lo.

E os Vampiros? Os vampiros não querem nem uma coisa nem outra. Eles não querem nem morrer, nem obedecer a nenhum sermão e muito menos carregar qualquer tipo de cruz. Preferem continuar fazendo tudo para manter um estado de morte parcial e ressurreição parcial, alimentando-se com sangue humano mesmo, evidentemente de muito pior qualidade...
Diz a tradição que os primeiros vampiros surgiram entre os suicidas e os criminosos condenados à morte. Ou seja, pessoas que de uma forma ou de outra tiveram seu período normal de vida interrompido brusca e violentamente. Principalmente os suicidas que se arrependeram do ato quando já não havia mais tempo de voltar atrás. E tanto os suicidas quanto os criminosos eram condenados também pelo Cristianismo. Mesmo que recebessem extrema-unção, depois de mortos não poderiam passar pela Igreja e não poderiam se enterrados em "campo santo" (normalmente os cemitérios ficavam ao lado das igrejas e eram controlados por elas. Os padres eram enterrados dentro das igrejas). Segundo a tradição, a revolta contra essa marginalização, a vontade de voltar a viver e o medo de ir para o inferno criavam uma força suficientemente capaz de fazer com que esses seres não se decompusessem, não morressem totalmente e se levantassem do túmulo, à noite, por muitos motivos. Um deles é que os homens são animais de hábitos normalmente diurnos...

Mesmo assim, mesmo se protegendo na escuridão da noite e se alimentando do sangue apenas de animais domésticos e selvagens, qualquer vampiro estava condenado à extinção se não criasse condições de sobre(semi)vivência. Daí que a primeira providência instintiva de qualquer vampiro era arrumar pessoas que pudessem ajuda-lo a manter-se. Mas mesmo assim, o levante das populações enfurecidas era um perigo insuperável, com o passar do tempo. Só subsistiram ao vampiros de famílias altamente poderosas e influentes. Começaram a aparecer no final do Séc. XVI e se multiplicavam enormemente numa furiosa atividade nos séculos XVII e XVIII, principalmente nos países europeus onde era mais intenso o fervor religioso. Como já argumentamos anteriormente, esse fervor religioso inevitavelmente geraria suas grandes histórias e contradições. A Alemanha foi o país que mais sofreu com a presença dos vampiros e existem ali até hoje muitos tratados eruditos buscando a compreensão de suas atividades e a cura para seus males. No entanto, apesar da Alemanha ter tido o maior número de vítimas fatais desses seres malignos, foi na Inglaterra que surgiram os mais famosos e influentes vampiros, bem como as linhagens politicamente mais fortes e poderosas. Curiosamente, para confirmar a existência contínua da bipolaridade, foi também na Inglaterra que surgiram os maiores inimigos dos vampiros. Bem como na França e na Espanha, em menor proporção.
No entanto, temos fortes razões para crer também que estas linhagens não se extinguiram até hoje. Pelo contrário, se tornaram altamente sofisticadas e suas alianças com os poderes existentes os tornaram praticamente imunes à destruição. Não podemos esquecer que, além do poder econômico, as linhagens de vampiros que conseguiram sobreviver têm ainda a oferecer aos poderes constituídos os grandes segredos de como manter pessoas - e inclusive populações inteiras - em estado de semi-letargia e inconsciência. Os vampiros são especialistas competentíssimos na arte de criar, educar e manter mortos-vivos.

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BAIXANDO O FILME

As Noivas do Vampiro
The Brides of Dracula (1960)




Sinopse:
Marianne Danielle (Yvone Montaur) está viajando pelo Leste Europeu a fim de assumir o cargo de professora de francês em uma escola para moças na Transilvânia, agora livre da ameaça do Conde Drácula. Ela não é muito bem recebida pelos locais e acaba sendo acomodada no castelo da Baronesa Meinster, onde conhece o filho da nobre (David Peel), que vive acorrentado à parede. Com pena do jovem, Marianne decide libertá-lo sem desconfiar que ele é um vampiro. Para sorte dela, o Doutor Van Helnsing (Peter Cushing, de Guerra nas Estrelas) está por perto e promete por fim à vida de mais este ser das trevas.


Ficha Técnica:
Título no Brasil: As Noivas do Vampiro
Título Original: The Brides of Dracula
País de Origem: Reino Unido
Gênero: Terror
Duração: 96 minutos
Ano: 1960
Elenco:
Peter Cushing ... Dr. J. Van Helsing
Martita Hunt ... Baroness Meinster
Yvonne Monlaur ... Marianne Danielle
Freda Jackson ... Greta
David Peel ... Baron Meinster


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